sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sem rede

Um dia a vida deixou-me sem chão. Arrancou-me o tapete de debaixo dos pés, roubou-mo, devagarinho e sorrindo como quem rasga as pétalas a uma flor pequenina. Um dia a vida deixou-me sem rede... E só ficou o silêncio do nada inundando todos os vazios. Só o nada... E os meus olhos molhados, teimosos de sonhos.

8 comentários:

Sonhadora disse...

A vida por vezes deixa apenas as mãos cheia de nada e vazias de tudo.

Deixo um beijinho
Sonhadora

De Profundis disse...

Obrigada pelas palavras e pela visita, Sonhadora.

Um beijinho :)

Maria Campos disse...

A mim já me aconteceu o mesmo.
Sem chão, pétalas rasgadas, sem rede, o nada...
No entanto, meus olhos...secaram...

Um abraço para ti minha amiga e... mulher... como eu .

De Profundis disse...

Eu sei que sim, Maria... E admiro a tua força :)

Um abraço, querida

Anónimo disse...

Mas entretanto outro dia nasceu, não?

De Profundis disse...

Caro anónimo,
A vida nasce todos os dias. Ou renasce... não sei bem...E nós renovamo-nos com ela.
Muito obrigada pela visita, volte sempre que queira.

Sônia Brandão disse...

A vida pode nos roubar tudo; menos os sonhos.

bjs

De Profundis disse...

É verdade, Sónia. Tudo, menos os sonhos.
Obrigada pelas palavras,

Um beijinho