terça-feira, 31 de maio de 2011

Na fogueira da memória


A memória é uma fogueira, quando a julgamos extinta,

reacende-se, para entendermos que nada se perdeu
Ainda escrevo, não para que regresses, mas porque acredito
que, sem o dizeres, sabes que no tecto da noite
guardo o poema que sempre escreverei para ti,
não importando se o irás ler ou se menti
dizendo que o escrevi. Ainda moras aqui

E escrevo poemas

Ivo Machado, O Tecto da Noite (Texto com supressões)

2 comentários:

Lídia Borges disse...

Como gosto do Ivo Machado! Não sei como faz, mas fala por nós.

Beijo de saudade

L.B.

De Profundis disse...

Fala por nós sim, Lídia :) E para além de um grande poeta, é um doce de pessoa!

Beijo, saudades, muitas...!