quinta-feira, 13 de março de 2008

Cá dentro


Anda uma ideia a bailar-me na cabeça.
Acompanha-me já há algum tempo, espreita quente, sorridente e cheia de luz, prometendo-me ousadias que não sei se consigo abraçar... se tenho poder para sonhar...
E dou comigo a jogar às escondidas com esta ideia tecida de utopias, feita de sol, eu a fazer de conta que não a vejo, ela a fingir que eu não a encontro... até ao dia em que nos sentaremos frente a frente, olhos nos olhos e conversaremos até esventrar prós e contras. Um dia chegará em que terei que decidir se dou voz e corpo a esta ideia que me persegue as horas tranquilas, os momentos de insónia, ou se a enterro definitivamente no baú dos fantasmas.
Acarinho-a com ternura, aninho-a no peito, a bonita ideia bailarina que me habita a mente e no íntimo sei que esta é uma batalha que eu gostava de não ganhar, que sem tristeza, entregaria a alma e os troféus numa exausta rendição...
Mas... (talvez por medo?) vou evitando... vou adiando o encontro e a decisão, o duelo final com esta ideia que anda a bailar-me na cabeça...
Até quando?

2 comentários:

Maria Campos disse...

Escreve o livro !

Bjão.

Anónimo disse...

Há respostas que só tu possuis. Mas, devemos adiar os sonhos? Até quando?

Beijinho