domingo, 4 de maio de 2008

Aos meus filhos


Atrevo-me a dizer que não há amor igual ao de uma mãe quando limpa uma lágrima a um filho, quando lhe trata as feridas das batalhas quotidianas, quando lhe beija os cabelos durante o sono, com cuidado e ternura para não o despertar, quando partilha mil sorrisos festejando pequenas vitórias, quando o aperta nos braços, o aninha no peito para lhe sentir o bater do coração... só porque sim, só para sentir o milagre da vida que gerou.
Não há amor tão incondicional como o que permite a uma mãe dar a vida pelo seu filho, se for preciso. Esquecer-se de si, se for preciso.
É um amor sem reservas, de elos sagrados e indestrutíveis que nunca quebrarão, um amor sem sombras, sem sentimentos de culpa, sem palavras ou promessas vãs... Um amor de gestos, de presença, de músicas e de silêncios, de colo e de ninho. Um amor eterno, onde cabe um universo de secretas cumplicidades, de afectos indizíveis, um lugar onde mora a vida.
E eu amo-vos assim. Exactamente assim.
No Dia da Mãe, deixo que as minhas palavras soltas ganhem corpo e voz e vos abracem e beijem com todo o meu amor. O amor de mãe.


1 comentário:

F. Semedo disse...

Três lindíssimas declarações de amor nestes tês últimos posts, como só sabe fazer quem ama de verdade e profundamente.A sua sensibilidade, ternura e emoção comovem-me sempre.
Um abraço