quinta-feira, 8 de setembro de 2011

E agora?


Não, nunca parti... Foi sempre aqui que eu estive, perdida em cumeadas de silêncio olhando os rostos tristes dos girassóis das palavras, perseguindo em vão um texto qualquer... Estive aqui juntando frases em absurdos narrativos, procurando numa luta inglória o ponto final, vendo passar silhuetas de versos intranquilos na melancolia quieta das madrugadas mornas. Nunca parti, sabes? E reparei até no findar do Verão... Por isso precisava das palavras para pintar os ecos dos passos serenos, tão seguros, deste Outono que vem caminhando cá dentro... Mas rasguei-lhes o ventre macio, calei-lhes a voz e não consigo escrever... Já não sei escrever...
E agora? Quem me conta o que acontece em mim?

4 comentários:

Maria Campos disse...

Não te consigo dizer nada...

De Profundis disse...

Já disseste, querida...

Um beijo

Lídia Borges disse...

Arrebatador!
Escreves, amiga. E como escreves...

Saudades!
Já é setembro, lembras-te?

Beijo

L.B.

De Profundis disse...

Sim, Lídia... Já é Setembro! E para a semana vou abraçar-te e vamos tagarelar como se não houvesse amanhã... Saudades de ti!

Beijo