quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Basta que existas


Hoje escrevo-te em papel timbrado por um chão de ardósia.
Entra por esta folha ensina-me a mudar a página dos teus olhos.
Diz-me que o meu nome não é um borrão sobre os dias.
Não preciso que me vejas basta que me encontres no berço das quimeras.
Não necessito que me abraces num solo calcinado de promessas.
Basta que leias no olhar enxuto do poema.
Se o amor é uma rosa-dos-ventos basta que existas em todas as latitudes.

Alberto Serra, Obra Poética

2 comentários:

Drinha disse...

Gostei muito...

De Profundis disse...

:)
Obrigada, Drinha.
Volta sempre,

Beijinho