sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Palavras (im)previstas


Que surpresa
a dos dedos
quando percorrem o corpo

ou espalham os cabelos
pelas costas
despidas

Em breve será o ventre
e em seguida

as pernas lentas
mansamente erguidas

Maria Teresa Horta, Imprevisto

4 comentários:

JOE ANT disse...

Surpresa ou imprevisto!
Sequencialmente o despertar de sensações de dedos, sem medos,
caminheiros corporais, mapeando
ilusões, as seduções e todo um caminho a percorrer, sempre a descer, até exauridamente chegar ao auge, do cruzamento da esperança, no anseio desejante, exultante, ofegante.
Mas ao mesmo tempo, reprimente,
como se o imprevisto fosse apenas a situação de ali estar.
No sítio errado, à hora errada.
Um crime libidinoso perfeito, sem culpa, nem mágoa, ali na orla da àgua, na calada da noite
...
Molhemo-nos então, resfriando e refreando sensaçoese emoções.

Sonhadora disse...

Umpoema simplesmente maraavilhoso, adorei e deixo um beijinho.

Sonhadora

De Profundis disse...

Tanta beleza nos (im)previstos da vida...

Um beijinho, Joe

De Profundis disse...

Obrigada pela visita, Sonhadora :)
Volte sempre.

Beijinho