quinta-feira, 20 de maio de 2010

Na água das palavras


Roubei-te um texto esta noite. O teu texto mais belo, tomei-o para mim. Daqueles que me perturbam, que falam do indizível, que despem as palavras do pudor e me emocionam. O texto que eu não sabia dizer. Um texto que era veleiro e navegava nas águas do meu sonho, com as velas brancas desfraldadas como bandeiras felizes. Um texto que me sorria, feito de água... Desculpa. Roubei-te um texto porque me chamava, me agarrava... e tinha um verso que rimava com o meu nome. Um texto que queria ser meu... Um texto que escreveste para mim.

2 comentários:

Lídia Borges disse...

Há textos que nos roubam a nós e nos deixam a pensar que fomos nós a roubá-los a eles.

Às vezes apetece-me roubar-te alguns.
apenas porque eles me "roubam".

Um beijo de sol e mar.

De Profundis disse...

Faço minhas todas as tuas palavras... e roubo-tas!

:) Um beijinho, Lídia