domingo, 14 de março de 2010

Dá-me a tua mão


Dá-me a tua mão. Só preciso de a segurar entre as minhas, com aquela ternura calada de quem se compreende no silêncio... Deixa-me brincar com os teus dedos como se fossem amarras que me prendem a um cais de tranquilidade... E não me perguntes nada. Não queiras saber por que motivo não deixei hoje entrar o sol cá dentro, por que razão estava insegura a minha voz... e porque é que existe esta sombra tão pesada prendendo-me os passos... Dá-me só a tua mão. Dá-me o calor dos teus gestos e a força desse olhar tão profundo com que me olhas às vezes... mas não me perguntes nada.
Não me deixes cair... Põe os teus braços à volta do meu frio, do meu cansaço, e tatua um sorriso na palma da tua mão para que eu possa roubar também, ainda que por breves instantes, a tua boca.

2 comentários:

Lídia Borges disse...

As amarras da resignação...

Abraço-te!

De Profundis disse...

Eu também te abraço, Lídia.

Beijo