domingo, 6 de janeiro de 2013

Meu Amor de carne e sangue

 
Quando nasceste estava um dia assim, cheio de um surpreendente sol radioso, brilhante, que caía sobre a cidade e a pintava com uma luz única... Eu sentia muito medo desta aventura desconhecida que era ser mãe... Tinha medo de não saber cuidar de ti, de não conseguir proteger-te, de não adivinhar porque choravas... Tinha medo de não conseguir ser uma boa mãe. E depois nasceste, e quando o teu pai te pôs nos meus braços e eu te olhei nos olhos, te cheirei, te contei os dedinhos das duas mãos, te beijei a pele de veludo e te olhei no fundo dos olhos surpreendentemente azuis, soube que seria capaz. Soube nesse momento que saberia proteger-te, que trocaria a minha vida pela tua, se fosse preciso.
As pessoas dizem que és parecida comigo. Talvez seja verdade, mas eu não consigo encontrar-me em ti. Encontro o teu pai em ti, no mesmo caráter nobre, na mesma dignidade com que geres as tuas emoções... Encontro o teu pai no teu sorriso, no sentido de humor, no positivismo com que encaras os dias e os trambolhões na estrada da vida. Cresceste tão depressa! Hoje és tu que me proteges, sem saberes. Hoje é em ti que encontro a força que por vezes me falta, e a lucidez, na tua alegria que enche a casa ao fim do dia. Hoje proteges-me com a tua presença serena e doce. Admiro em ti a forma como amas o teu irmão, os teus avós, como te dás silenciosamente aos outros nos mais pequenos gestos...
Não sei se sou boa mãe... Sei que tu és a melhor filha do mundo, sei-o desde o dia em que nasceste. Sei-o desde o primeiro momento, em que eu e o teu pai nos olhamos nos olhos e te abraçamos num abraço único, a ti, um ser minúsculo e indefeso, carne da nossa carne, sangue do nosso sangue.
Parabéns, Filha! Que se pode desejar a uma filha no dia do aniversário? Talvez apenas que Deus te proteja, e que tenhas toda a sorte deste mundo. 
Amo-te tudo... Sabias? 
 
 

9 comentários:

Lídia Borges disse...


Um imenso abraço!...

Mil Parabéns para a RITA.

Amámo-los TUDO! E eles sabem-no.

Anna disse...

Só sei amar assim, Lídia. Tudo. E acredito que eles saibam, sim.

Um beijo e um imenso abraço...!

Maria João disse...

Parabéns!

Para a Rita, e para ti. O texto, belíssimo, reflecte esse amor inteiro, incondicional, inexplicável e imensurável que fez com o mundo fosse mundo com gente dentro. Esse amor que nasce no fundo dos olhos e liga para sempre um coração de mãe a um coração de filho. Se eles sabem? Claro que sim, sabem sempre...!!

Um beijinho para as duas

Anna disse...

Não, Maria João... O texto não reflete um amor indizível como é o amor de mãe. Tu sabes!!!

Um beijo e um abraço apertadinho :)

Anónimo disse...

Um dia numa consulta médica e a propósito da capacidade da minha mulher pressentir as recaídas da doença crónica que aflige o meu filho, disse à médica que nos acompanha que achava que mãe e filho estavam ligados por uma “relação afectiva” muito forte.
A médica discordou dizendo que a relação entre mãe e filhos não era afetiva como eu dizia mas sim EFETIVA. Dizia ela que é como se o cordão umbilical nunca tivesse sido cortado. Acabei por concordar…

Parabéns e feliz 2013!
;)

Mar Arável disse...


Uma ternura

Anna disse...

Pedro,

É verdade, o cordão umbilical nunca é cortado, os filhos são pedaços de nós que amamos até ao infinito...
Espero que o teu filhote e a mãe estejam bem e desejo-vos aos três um Feliz 2013!!! :)

(Tinha saudades de te ouvir!)

Beijo e um sorriso :)

Anna disse...

Obrigada, Eufrázio :)

Um beijo :)

Anónimo disse...

Sim sabia!
Obrigado.