Que dias há que na alma me tem posto/
um não sei quê, que nasce não sei onde,/
vem não sei como, e dói não sei porquê. - Luiz Vaz de Camões
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Em murmúrio
entre a saliva e os sonhos há sempre uma ferida de que não conseguimos regressar e uma noite a vida começa a doer muito e os espelhos donde as almas partiram agarram-nos pelos ombros e murmuram como são terríveis os olhos do amor quando acordam vazios
Alice Vieira, in Amor e outros crimes em vias de perdão
O Poema é belo, mas a escolha da imagem é ainda melhor. Quase que evoca outra Alice... A do país das Maravilhas... Um subtil toque de esperança no seio da escuridão.
8 comentários:
Uma bela vertigem
O Poema é belo, mas a escolha da imagem é ainda melhor. Quase que evoca outra Alice... A do país das Maravilhas... Um subtil toque de esperança no seio da escuridão.
Alice Vieira...! Como são parecidas, entre si, as mulheres das letras, que é o lugar mais visível da vida, janela por onde é possível ver(-nos).
Um beijo
Lídia
Como o Amor, Eufrázio...
Grata pela visita,
Um beijo :)
No País das Maravilhas também se morre de amor...
Um beijo, Eros.
Ando a ler Alice Vieira até à exaustão... Tão bela, tão infinitamente bela a poesia desta autora...!
Um beijo, Lídia. Sinto muitas saudades...!
haverá então que estilhaçar os espelhos para que saliva e sonhos de fundam...
Herético, a poesia sempre na ponta dos dedos...
Obrigada!
Um beijo
Enviar um comentário