quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sem margens

Escrevo. O cão rastejou aos poucos pela porta entreaberta e deitou de mansinho a cabeça quente nos meus pés. Os olhos de mel olham-me suplicantes... A chuva parou. No facebook os meus alunos comentam a foto que alguém tirou à socapa numa sala de aula. Não sabem que eu estou aqui. Ouço Natalie Cole, até à exaustão. Escrevo. O texto solta-se devagar, resvala, escorrega, imparável, quer ser rio de prosa nos meus dedos... Fecho a janela do facebook, deixo ficar o cão. Roubo ao coração aquilo que sinto... Hoje vou conseguir escrever. Sem margens. Sem parar.

5 comentários:

Anónimo disse...

hoje preciso escrever muito. sei que o facebook não vai me ajudar, vou tentar sua Natalie.

Jorge disse...

Mais um bom naco de prosa que parece um poema ao luar!

Anna disse...

Obrigada, Jorge!

:)

Olívia disse...


De veludo, as palavras!

Como só tu as sabes vestir

Gigante, a lua a enfeitiçar o espaço secreto onde a escrita nasce.

Um beijo

Anna disse...

Obrigada, Olívia :)

Um beijo