Quebrou-se a máquina azul do tempo
a que por vezes trazia
por dentro das metáforas
as folhas de Setembro.
Não resta mais do que melancolia.
Os anjos não descem das árvores
nem há duendes nos minutos.
As aves de arribação começam a partir
e deixam nas névoas da manhã
as últimas penas do Verão.
Manuel Alegre, "Elegia de Setembro"
in Bairro Ocidental
13 comentários:
Entardecido canto e, talvez por isso mesmo, belo!
"Os anjos não descem das árvores"
Construir uma escada com degraus de memória, quiçá!
Bj.
Sim, Lídia, só os degraus da memória nos elevam a todas as alturas...
Tão profundamente belo, este poema de Alegre...
Beijos, muitos.
~~~
~ Não conhecia este excelente poema!
~~~~~ Gratíssima pela pertilha.
~~~~~~~~ Beijinho. ~~~~~~~~~~~~
Obrigada, Majo :)
Beijinho
O poeta em todos os seus degraus
sem apeadeiros
Grata pelo convite, Ana.
Passarei, sim.
Abraço
O maravilhoso Alegre...
Abraço, Eufrázio.
Grata, António Batalha.
Devolverei a visita. Votos retribuídos :)
Este blog fez anos e nem uma palavrinha? Nada? Nada? Nadinha?
Ó Anna, vá lá visitar o Batalha...
Um Adeus há tempo demais. Esperamos que não seja para sempre.
Uma excelente escolha poética.
Tenha um bom fim de semana, querida amiga Anna.
Abraço.
Grata, Jaime :)
Abraço retribuído!
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