quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Do Amor



Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão? Pois é a coisa mais última que se pode dar de si.

Clarice Lispector, in Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres

12 comentários:

Gustavo disse...

Lembrei-me da canção do Jorge Palma (Bairro do Amor) em que ele diz: «epá, deixa-me abrir contigo, desabafar contigo, falar-te da minha solidão» (que coisa extraordinária de se dizer!!!). A solidão como aquilo que é mais profundamente nosso... Será o amor um afogar ou um afagar (partilha, dádiva) de solidões?

Olívia disse...


Fantástica imagem!

A Clarice Lispector, cala-me. Tantas vezes!...

Beijinho

Anónimo disse...

Amor?!?!?!?
Eu tinha esperança que a minha "Namorada Eterna" me oferecesse uma caneta Mont Blanc, uma caixa de Barca Velha ou um ingresso parta os Muse no Dragão...
Mas se tem que sr Amor, que seja!

Desta vez não me despeço com a "Piscadela de olho". Quero ver se me consegue identificar...

Anna disse...

Talvez seja ambas as coisas, Gustavo.

Muito obrigada pela visita :)

Anna disse...

A Clarice diz tudo. Sempre.

Obrigada, Olívia. Deixo-lhe um beijinho :)

Anna disse...

Caríssimo,

Tenho a certeza que a sua mulher o presenteou convenientemente... :)

E realmente, sem a "piscadela" ficou tudo muito mais complicado... É que não faço a mais pálida ideia... :)

Bom fds

Isa Lisboa disse...

Pensamento intrigante...!

Beijo

Maria João disse...



Mesmo por amor e com amor, a solidão é o lado nosso mais difícil de partilhar. Podemos até desejar fazê-lo, mas raramente conseguimos dar-lhe a forma ( de tal forma) que a vejam como nós.

Raras são as pessoas, como Clarice Lispector, capazes de pensamento universal.

Beijinho grande

Anna disse...

Obrigada pela visita, Isa.

Beijo retribuído :)

Anna disse...

Concordo plenamente contigo, Maria João :)

Abraço-te com saudade, muita!

Mar Arável disse...

Tudo se partilha

num sopro de vida

Anna disse...

Tudo, Eufrázio. Até o silêncio...
Um abraço :)