segunda-feira, 7 de março de 2016

Palavras roubadas


Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.

Eugénio de Andrade

(Roubo-te as palavras, Eugénio. Roubo-tas e faço de conta que acredito no que dizes, meu grandessíssimo mentiroso... Faço de conta e minto eu também.
Eu, que nem sequer gosto de escrever...).

6 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Roubemo-nos uns aos outros
como forma de afastar desgostos



Mar Arável disse...

O nosso Eugénio não mente

Anna disse...

Todos nós já vamos fazendo isso...

Abraço, Rogério.

Anna disse...

O nosso Eugénio mente, sim.

Abraço, Eufrázio :)

Majo disse...

~~~
Momentos de desalento, quem não os não tem?!

A escrita também é excelente meio de catarse.

~~~ Beijinhos, Anna. ~~~

Anna disse...

Beijinho, Majo.
E um bom fds :)