quarta-feira, 17 de abril de 2013

Searas de ternura


E então, a meio da calma do meu dia, a tua sms faz-se ouvir. E eu abro a mensagem, leio, e os meus olhos abrem-se de alegria, o sorriso, enorme, inunda todo o espaço onde estou, as lágrimas felizes ameaçam saltar e toda eu rio, e pulo, e danço, Yes, Yes, Yes!!!!!. E depois, quase depois, tento ligar-te. E tu não atendes. Como é que me fazes uma coisa destas? Diz-me, como é que não atendes a porcaria do telemóvel? E agora que faço eu com esta explosão no peito, com os braços abertos no abraço vazio de ti? Para onde atiro toda esta felicidade? Tento de novo, o mesmo riso ainda estupidamente pendurado nos lábios. De novo não atendes. E agora? Como é que vou dizer-te que eu sabia, que eu sempre soube? Que tu mereces! Que estou tão, tão feliz por ti? Não entendes que esta felicidade sufoca, faz nó na garganta, rouba o ar, se não ouvir a tua voz para ta contar? Como é que me atiras uma bomba de felicidade para as mãos e depois não me ajudas a aguentar com os estilhaços da explosão? Tento mais uma vez... E mais uma vez não me atendes. E eu penso: vou meter-me no carro agora mesmo e vou fazer noventa quilómetros para te entregar toda a minha alegria. Vou parar à tua porta, tocar-te à campainha e quando abrires, juro que te esmago num abraço apertado, juro que te encho de beijos até esta louca euforia amainar. Tu não sabes que a tua alegria é minha também? Que estou tão feliz por ti como se tivesse acontecido comigo? Tu não sabes? Então, por favor atende a porra do telemóvel! Tenho o Nobel da ternura para te entregar.
 
(PARABÉNS, minha querida!!!!!!) 

12 comentários:

Anónimo disse...

Mas afinal, é menino ou menina?

;)

Mar Arável disse...

Bjs tantos

Anna disse...

Frio, muito frio... Gelado, Caríssimo!

Beijo :)

Anna disse...

Retribuidíssimos, Eufrázio :)

Lídia Borges disse...


:) Obrigada pelo teu carinho todo.

Lídia

Anónimo disse...

Carissima Stora.
Ontem pensei em Si.
Procurava um livro para oferecer à minha Mulher e sabendo que apesar de leitora compulsiva (para mal dos meus pecados, pois troca-me pelos livros)não leu nada do Valter Hugo Mãe entendi ser uma boa oportunidade para acrescentar mais um nome, que acredito muito bom, aos ja muitos que com as suas histórias preenchem o imaginário da minha Mulher.A dúvida era que livro? E no caminho para a Livraria Minerva acreditei que se o acaso fizesse com que nos cruzássemos e eu, através da foto que divulgou no seu blog, a conseguisse reconhecer, atrever-me-ia a pedir-lhe que me sugerisse um titulo daquele autor. Tenho a impressão que a Stora o conhece como os que o conhecem melhor. Não quis o acaso que assim fosse e acabei por trazer "A Máquina de Fazer Espanhóis"...Haverá oportunidade para os outros...
Mas, e há sempre um "mas" em todas as estórias (ou será histórias), eis que dois anos volvidos deixei-me cair em tentação...Ali numa livraria tipicamente Poveira, com cheiro a livros e a mar, não pude deixar de trazer comigo "As sete estórias do vento salgado", não se se conhece?... Está na minha mesinha de cabeceira e far-me-á companhia estas noites...
Dir-lhe-ei qualquer coisa um destes dias...

;)Respeitosos cumprimentos do "Carissímo".

Anna disse...

Obrigada eu, Lídia :)

Beijos, até breve...!

Anna disse...

Caríssimo,

valter hugo mãe é uma belíssima escolha :) O meu preferido continua a ser "O Remorso de Baltazar Serapião", um livro fortíssimo passado na Idade Média e que descreve como nenhum outro a linha ténue que separa os homens das bestas, mas também o poder do amor, a cegueira do ciúme e o drama da violência doméstica. É um livro que incomoda, que me tirou o sono, que me agitou o coração como todos os outros do valter.
Quanto às "estórias" perdidas há dois anos nas prateleiras poeirentas da Minerva, só lamento que tenha gasto dinheiro com elas. Como lhe disse há muito tempo atrás, teria tido todo o prazer em oferecer-lho! Por isso, que pena não nos termos cruzado hoje...!
Espero que goste do meu livrinho... Ele sente-se honrado pelo lugar de destaque na sua casa e no seu coração.

Beijo :) Bom fds

Anónimo disse...

Caqrissima Stora

Deus escreve direito por linhas tortas...
Se calhar foi melhor não nos termos cruzado. É que com o meu mau aspeto natural acredito que ao ver-me dirigir a Si, sairia a gritar por socorro temendo que fosse um assalto...
Antes assim...

;)

Maria João disse...


O melhor trigo chega sempre da melhor seara. E, assim, envolto neste nobel de ternura, o seu valor é incomensurável!!

Um beijinho, minha(s) querida(s)!

Anna disse...

Errado Caríssimo...
Eu ainda confio nos seres humanos :)

Beijo

Anna disse...

Um beijinho, Maria João :)

Até já...!