segunda-feira, 20 de junho de 2011

A consistência das sombras

Abro a porta e saio só para sentir o cheiro da noite. Espero em silêncio que a pele se habitue ao frio e os olhos à escuridão, e inconscientemente inclino a cabeça para ouvir a coruja que habita as ruínas do velho aqueduto. Nada se move, como se a vida, suspensa, esperasse também que a chama do cigarro se consuma no último trago para retomar serena o seu respirar... Nas árvores negras as aves dormem e bichos rastejam velozes na mata ao abandono... Sento-me, como sempre, no último degrau e espero. Qualquer coisa. Qualquer som. Qualquer luz ou cheiro. Espero. Espero que isto que sinto, tome a consistência das sombras.

5 comentários:

Lídia Borges disse...

Esperamos sempre que a luz suceda à sombra. Acontece muitas vezes...

Beijo meu

De Profundis disse...

Sim, Lídia. Às vezes acontece.

Beijo, saudades.

Lelabraga disse...

Linda a música na Home ! Vc poderia me passar o nome ?
Grata,
Valéria

Lelabraga disse...

Linda a música a home ! Vc poeria me passar o nome ?
Grata
Valéria

Valéria disse...

Linda a música do piano na home 1 Vc poderia me passar o nome ?
Grata
Valéria