
Que dias há que na alma me tem posto/ um não sei quê, que nasce não sei onde,/ vem não sei como, e dói não sei porquê. - Luiz Vaz de Camões
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Em dois olhares

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
O horizonte a norte da dor

sábado, 5 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A música das palavras

Não vês que a última estrela
No céu nublado se vela?
Colhe a vela,
Oh pescador!
Deita o lanço com cautela,
Que sereia canta bela...
Mas cautela,
Oh pescador!
Não se enrede a rede nela,
Que perdido é remo e vela
Só de vê-la,
Oh pescador.
Pescador da barca bela,
Inda é tempo, foge dela,
Foge dela,
Oh pescador!
Almeida Garrett, "Barca Bela" in Folhas Caídas
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Shuuut... É Fevereiro.

domingo, 30 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
O sangue dos segredos
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Do corpo e da sombra
sábado, 15 de janeiro de 2011
Antes das palavras

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Um dia

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Palavras serenas
domingo, 9 de janeiro de 2011
Mar Negro
Barco Negro - Composição de David Mourão- Ferreira para a voz de Amália Rodrigues
Na minha cidade, na semana passada um pescador desapareceu quando o barco em que pescava foi frágil demais perante a força das águas do mar revolto e irado. As praias encheram-se de gente curiosa, de amigos, de familiares, de profissionais que têm usado todos os meios terrestres, aquáticos ou aéreos para resgatar o corpo do jovem homem. Dias houve em que a força das correntes e a altura das ondas alterosas tornaram impossível que alguém entrasse no mar, que sequer o desafiasse... Restava aguardar. As praias têm sido policiadas numa atitude de passividade, a única possível, na esperança de que o cadáver dê à costa. Li num dos jornais locais que a mãe do pescador desaparecido permaneceu longo tempo sobre a areia, louca de dor, chorando e gritando, implorando ao mar sagrado que lhe devolvesse o seu menino... Possivelmente a mulher e os filhos contarão as horas do dia e da noite, imaginando o corpo amado aos tombos na água gelada, desfazendo-se aos poucos, ou encarcerado nas profundezas do oceano... E a mim parece-me uma dor infinita, esta de não se ter a certeza se aquele que amam lhes será devolvido algum dia, nos próximos dias ou quem sabe, nas próximas horas... É uma dor sem fundo... como o mar infinito e sagrado cujos confins se desconhecem mas que nós homens, mesmo assim, nos atrevemos a desafiar. A mim parece-me uma dor negra e sem fim, a da espera noite após noite, de olhos abertos no escuro, numa eterna e desesperada oração, pedindo a Deus ou à água negra que deite fora aquele que roubou ao coração de quem o ama tanto. Pelo menos para que o vejam pela última vez, se despeçam dele e o devolvam à terra que o tranformará em pó. Porque quem o ama sabe que só assim ele descansará em paz.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
E se eu fugisse?

domingo, 2 de janeiro de 2011
Luar de Janeiro

sábado, 1 de janeiro de 2011
Dia mundial da Paz










